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CNJ anuncia criação de portal unificado para divulgar despesas de servidores do Poder Judiciário

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CNJ anuncia criação de portal unificado para divulgar despesas de servidores do Poder Judiciário

Medida é um desdobramento da decisão do STF, que reforçou a necessidade de cumprimento do teto constitucional no serviço público

CNJ anuncia criação de portal unificado para divulgar despesas de servidores do Poder Judiciário

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 28 de abril de 2026 às 14:33

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou a criação de um portal com a divulgação dos chamados passivos funcionais do Poder Judiciário, tipo de despesa referente a dívidas antigas pendentes de quitação.  A iniciativa é um desdobramento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reforçou a necessidade de cumprimento do teto constitucional no serviço público e fixou regras de transição para limitar e padronizar o pagamento de verbas indenizatórias no Poder Judiciário em todo o país.

O portal deve reunir informações sobre valores devidos a servidores e magistrados. O sistema, que será alimentado por todos os tribunais brasileiros, permitirá a consulta pública a dados agregados, sem identificação de pessoas, com preservação dos dados pessoais dos servidores e magistrados.

A criação do portal foi motivada por estudos do Observatório Nacional de Integridade e Transparência do Poder Judiciário (ONIT), criado pelo CNJ. De acordo com o ato, os passivos funcionais correspondem a valores devidos pelo Poder Judiciário a servidores e magistrados, já reconhecidos administrativa ou judicialmente, que ainda não foram quitados.

Serão incluídos no sistema:

  • pagamentos retroativos decorrentes de alterações normativas ou decisões judiciais;
  • diferenças salariais ou indenizatórias acumuladas;
  • correções monetárias;
  • juros por atraso; e
  • indenizações substitutivas por direitos não usufruídos.

Fachin disse, ao propor a medida ao Plenário, que o portal deve conferir maior clareza e uniformidade à forma de apresentação desses dados. “[O ato] busca garantir acesso público simples às informações disponibilizadas, em consonância com os princípios que regem a publicidade administrativa e o acesso à informação”, afirmou o ministro.