
Política
PF investiga voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira por entrada de bagagens sem fiscalização
Caso ocorreu em aeroporto executivo de São Paulo e foi enviado ao STF por envolver autoridades com foro

Foto: Reprodução
A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de bagagens sem fiscalização em um voo particular que chegou ao Aeroporto Executivo Internacional São Paulo Catarina, em São Roque (SP), no dia 20 de abril de 2025. A aeronave retornava da ilha de São Martinho, no Caribe, e tinha entre os passageiros o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, além dos deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
O voo foi realizado em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, que também estava a bordo. Ele é apontado como operador de plataformas de apostas ligadas ao chamado “jogo do tigrinho”. Em novembro de 2024, foi ouvido pela CPI das Bets e negou ser dono do jogo.
O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal após a identificação de autoridades com foro privilegiado. O ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República. A investigação apura a entrada de cinco volumes sem inspeção, além de bagagens já transportadas anteriormente.
Segundo a PF, imagens do circuito de segurança apontam que o piloto passou duas vezes pela área de fiscalização: às 21h30, com duas bagagens submetidas ao raio-x e às 21h40, quando retornou com outros cinco volumes, que incluem sacolas, caixas, mala e mochila, que não passaram por inspeção. O relatório indica que o auditor fiscal permitiu a passagem dos itens sem verificação, mesmo após questionamento de uma operadora, o que pode indicar uma falha no procedimento de fiscalização.
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