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Moraes determina manutenção da prisão de Thiago Rangel e barra Alerj de votar soltura

Política

Moraes determina manutenção da prisão de Thiago Rangel e barra Alerj de votar soltura

Deputado foi preso durante operação da PF que investiga fraudes em compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro

Moraes determina manutenção da prisão de Thiago Rangel e barra Alerj de votar soltura

Foto: Victor Piemonte/STF

Por: Metro1 no dia 06 de maio de 2026 às 15:20

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel (Avante), preso na manhã da última terça-feira (5) durante uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do estado.

Segundo a decisão de Moraes, tomada nesta quarta-feira (6), a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A determinação do ministro é feita após a Alerj ter derrubado a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL) em dezembro de 2025. Ele foi detido na quarta fase da Operação Unha e Carne — a mesma que prendeu Rangel — suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.

Operação Unha e Carne
Segundo a Polícia Federal, a operação visa desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. 

As investigações apontaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada. Os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e por lavagem de dinheiro.

O deputado teria, segundo as apurações da PF, oferecido cargos na área da educação para pessoas indicadas por "Junior do Beco", um traficante com histórico de homicídios.