
Política
Investigação do Master trata de "andar de cima do crime", diz diretor-geral da PF
Segundo Andrei, PF realiza trabalho "técnico" e sem olhar para "questão política"

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações relacionadas ao Banco Master — que apura fraudes financeiras bilionárias — tratam do "andar de cima do crime organizado".
"Estamos falando do andar de cima do crime organizado, basta ver as cifras envolvidas. É tudo na casa do bilhão, ou bilhões e envolvendo pessoas de alta capacidade econômica", declarou Andrei em entrevista ao CNN.
Segundo ele, a PF tem focado em uma política para "prisão de lideranças, descapitalização do crime organizado", e tem como alicerce a "cooperação doméstica e internacional". "Aqui não estamos olhando para a questão política. Nosso trabalho é técnico e será sempre técnico", continuou o diretor da corporação. Andrei defendeu ainda que a investigação seja conclusiva e permita "o devido processo legal".
"Espero que essa investigação, assim como as outras 40 e poucas mil investigações que a Polícia Federal tem em curso sejam conclusivas e que permitam o devido processo legal, a ampla defesa e todas as garantias fundamentais que aqueles que forem responsáveis pelos crimes sejam também severamente punidos nos termos rigorosos da lei", completou Andrei.
Ainda em sua declaração, ele destacou que a Polícia Federal realiza um trabalho "técnico" e sem olhar para "questão política". "Nestes três anos e meio, nós já fizemos inúmeras operações de grande envergadura, atingindo pessoas de diferente estatura social, econômica, política, independente de matiz político que seja", disse Rodrigues.
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