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Entenda como funcionava “A Turma”, grupo alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero

Política

Entenda como funcionava “A Turma”, grupo alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero

Estrutura teria sido criada para reunir informações, monitorar pessoas e proteger interesses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Entenda como funcionava “A Turma”, grupo alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero

Foto: Divulgação/PF

Por: Metro1 no dia 14 de maio de 2026 às 11:08

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (14) a sexta etapa da Operação Compliance Zero, voltada à apuração de crimes ligados ao Banco Master. Nesta fase, foi preso Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação também mira pessoas próximas ao ex-executivo, apontadas como parte de um grupo usado para interferir no andamento do caso. 

Estrutura paralela operava em sigilo e com divisão de tarefas

A Polícia Federal aponta que o grupo conhecido como “A Turma” atuava como um núcleo paralelo dentro das investigações do caso Banco Master. Segundo informações divulgadas pela CNN, a estrutura teria sido criada para reunir informações, monitorar pessoas e proteger interesses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O funcionamento era discreto, baseado em funções divididas e comunicação restrita entre os envolvidos.

Como o grupo se organizava na prática

De acordo com as apurações, o núcleo operava como uma rede organizada, em que cada pessoa tinha uma função específica. Entre as atividades estavam:

  • vigilância de alvos
  • coleta de informações
  • repasse de dados
  • financiamento das ações


Essa divisão permitia continuidade das operações e dificultava o rastreamento pelas autoridades.

Monitoramento de pessoas e coleta de dados

A investigação indica que o grupo acompanhava jornalistas, autoridades e ex-funcionários ligados ao Banco Master. O monitoramento incluía levantamento de rotina, movimentações e dados pessoais. As ações eram feitas de forma clandestina, sem autorização legal, com uso de observação e cruzamento de informações.

Intimidação e pressão sobre alvos

Além da vigilância, o núcleo também atuaria na intimidação de pessoas consideradas críticas ao grupo. Segundo a PF, havia ações para constranger ex-funcionários e outros alvos estratégicos. A pressão envolvia obtenção de informações sensíveis e tentativas de influência indireta.

Quem fazia parte da “Turma”

 As investigações apontam os seguintes nomes e funções dentro do grupo:

  • Marilson Roseno da Silva (policial federal aposentado): apontado como possível líder do núcleo, responsável por coordenar vigilância e uso de contatos da área de segurança
  • Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão (“Felipe Mourão” ou “Sicário”): coordenação de monitoramento e coleta de informações; morreu após tentativa de suicídio enquanto estava preso
  • Fabiano Campos Zettel (cunhado de Vorcaro): responsável por financiamento e pagamentos do grupo
  • Ana Cláudia Queiroz de Paiva: atuação no financiamento e repasses
  • Paulo Sérgio Neves de Souza: participação em monitoramento de alvos
  • Belline Santana: atuação em vigilância de pessoas
  • Leonardo Augusto Furtado Palhares: envolvimento em ações de acompanhamento e coleta de dados


Funcionamento dependia de dinheiro e sigilo

De acordo com a PF, o grupo funcionava com apoio financeiro para sustentar vigilância e operações. O sigilo interno era essencial para evitar rastreamento. Essa estrutura teria permitido a atuação contínua do núcleo até ser alvo das investigações da Polícia Federal.