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Mário Frias contradiz Flávio Bolsonaro e nega dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro: "Nenhum centavo"

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Mário Frias contradiz Flávio Bolsonaro e nega dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro: "Nenhum centavo"

Produtor executivo do longa afirma que “Dark Horse” não recebeu recursos do dono do Banco Master, apesar de Flávio admitir cobrança por pagamentos atrasados

Mário Frias contradiz Flávio Bolsonaro e nega dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro: "Nenhum centavo"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 14 de maio de 2026 às 14:16

Atualizado: no dia 14 de maio de 2026 às 14:34

O deputado federal Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas nesta quarta-feira (13) negando que o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A declaração contradiz falas do senador Flávio Bolsonaro, que confirmou ter cobrado pagamentos atrasados de Vorcaro para a produção do longa. Em áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil, Flávio pressiona o empresário por repasses ligados ao filme. Segundo a publicação, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.

Após a divulgação do áudio, Flávio admitiu ter buscado financiamento privado para a produção e afirmou que o banqueiro “simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato”. “Sim, tinha um contrato que, ao não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído”, declarou.

Na nota, Mário Frias afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. O deputado também disse que, “ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido”.

Frias ainda declarou que o filme é uma “superprodução em padrão hollywoodiano” financiada com “100% de capital privado” e acusou adversários de tentarem descredibilizar o projeto por razões “políticas e ideológicas”.

STF tenta intimar Mário Frias

O Supremo Tribunal Federal tenta há mais de um mês intimar Mário Frias para que ele preste esclarecimentos sobre possíveis irregularidades em emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção de “Dark Horse”.

A ação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral. Segundo o pedido, Frias teria destinado R$ 2 milhões para uma entidade ligada ao projeto audiovisual.

Em março, o ministro Flávio Dino determinou que o deputado se manifestasse em até cinco dias. Oficiais de Justiça fizeram tentativas de intimação no gabinete parlamentar e em endereços ligados ao deputado, mas ele ainda não foi localizado.

Nota de Mário Frias na íntegra

“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:

  1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
  2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
  3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
  4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
  5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.

Deputado Federal Mário Frias, produtor executivo.”