
Política
Paulo Pimenta pede tornozeleira para Flávio Bolsonaro e defende CPMI do Banco Master
Áudios vazados na última quarta-feira (13) mostram que Flávio negociou cerca de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar cinebiografia sobre Bolosnaro

Foto: Joca Moura
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a bancada governista tem defendido "que seja colocada tornozeleira” no senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "pelo risco de fuga". A declaração foi feita um dia após o site The Intercet Brasil divulgar uma troca de áudios entre Flávio e Daniel Vorcaro que revelam que o banqueiro ajudou a financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao comentar a relação do senador com Vorcaro, Pimenta disse à CNN que “por muito menos do que isso, tem gente na cadeia e com tornozeleira”.
Publicada na última quarta-feira (13), a reportagem do Intercept mostrou que Flávio negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, com o ex-dono do Banco Master, para financiar "Dark Horse", cinebiografia que relata a trajetória do ex-presidente.
Ainda em entrevista, o parlamentar disse que, devido à "gravidade da situação", o Congresso Nacional não tem outra alternativa que não a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Master.
“O Congresso Nacional, diante da gravidade do que está acontecendo, não tem outra atitude que não seja instalar a CPMI”, disse Pimenta. Para ele, existe uma “grande probabilidade” de a Polícia Federal (PF) realizar uma operação na casa de Flávio nos próximos dias.
“É muito provável que, nos próximos dias, o Flávio Bolsonaro amanheça com a Polícia Federal batendo na porta da casa dele”, afirmou o deputado, que considerou ainda que houve o que classificou como “omissão criminosa” e “cumplicidade” por parte do Banco Central (BC) na condução do Caso Master, que investiga fraudes financeiras.
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