Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Câmara aprova flexibilização ambiental em área da Amazônia no Pará

Política

Câmara aprova flexibilização ambiental em área da Amazônia no Pará

Mudança em área da Amazônia ainda precisa passar pelo Senado Federal

Câmara aprova flexibilização ambiental em área da Amazônia no Pará

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 21 de maio de 2026 às 11:05

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto que altera a classificação de parte da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, transformando uma parcela do território em Área de Proteção Ambiental (APA), modalidade que permite maior flexibilização para atividades econômicas e regularização de propriedades. A proposta segue agora para análise do Senado.

Localizada em Novo Progresso, a Floresta Nacional do Jamanxim possui atualmente cerca de 1,3 milhão de hectares, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Com a mudança aprovada pelos deputados, a área protegida passará a ter aproximadamente 814 mil hectares, enquanto o restante será enquadrado como APA.

A proposta teve relatoria do deputado José Priante e contou com a presença do governador do Pará, Helder Barbalho, durante a votação no plenário. Parlamentares ligados ao governo e representantes da pauta ambiental criticaram a medida, alegando que ela pode fragilizar a proteção da Amazônia e facilitar práticas ilegais, como grilagem de terras, garimpo clandestino e avanço do desmatamento.

A deputada e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou que a alteração representa um risco para a preservação de uma região considerada estratégica para a biodiversidade amazônica. Já a deputada Fernanda Melchionna criticou a rapidez da tramitação da proposta e alertou para possíveis impactos ambientais, incluindo aumento no desmatamento e na emissão de gases de efeito estufa.

Em defesa do texto, o relator argumentou que a proposta busca resolver disputas fundiárias antigas em áreas ocupadas antes da criação da Floresta Nacional, em 2006. Segundo Priante, o projeto não extingue unidades de conservação, mas apenas modifica a categoria de proteção, mantendo a administração sob responsabilidade do ICMBio.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, comemorou a aprovação e afirmou que a medida contribui para o desenvolvimento econômico da região e para a regularização de produtores rurais já instalados na área.