
Política
Moraes cobra posição da PGR sobre inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro em investigação
Relatório enviado ao STF menciona áudios e repasses milionários para produção de filme

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em até cinco dias, sobre o pedido para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro em uma investigação ligada ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. O inquérito apura suposta tentativa de pressão e interferência em processos relacionados à investigação sobre tentativa de golpe de Estado.
Pedido amplia investigação
A solicitação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias. O parlamentar pede que a apuração investigue a suspeita de uso irregular de recursos destinados a um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo o pedido, parte do dinheiro poderia ter sido usada para financiar ações internacionais contra autoridades brasileiras, incluindo pressões políticas, sanções e restrições de vistos.
Áudios e suspeita sobre repasses
O pedido ganhou força após reportagem do The Intercept Brasil divulgar áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro. Nas gravações, o senador pede apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear a produção do filme sobre o ex-presidente. A publicação afirma que R$ 134 milhões teriam sido prometidos ao projeto, com ao menos R$ 61 milhões liberados. Eduardo Bolsonaro seria responsável pela administração desses valores.
Encontro nos Estados Unidos
Após a divulgação dos áudios, Flávio Bolsonaro admitiu contato com Vorcaro e afirmou que a aproximação ocorreu antes das investigações contra o empresário avançarem. O senador também confirmou reuniões posteriores ao primeiro mandado de prisão do banqueiro. Nesta terça-feira, Flávio e Eduardo Bolsonaro participaram de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, ao lado do blogueiro Paulo Figueiredo. O registro da reunião foi divulgado nas redes sociais.
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