
Política
EUA precisam entregar Ramagem, diz Lula sobre combate ao crime
Declaração é feita um dia após governo dos Estados Unidos emitir comunicado em que classifica o Comando Vermelho e o PCC como terroristas

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Um dia após o governo dos Estados Unidos emitir um comunicado em que classifica o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar disposto a trabalhar contra o crime organizado com Washington e citou a cooperação do governo norte-americano com a entrega de pessoas que estão nos EUA, como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
"O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado e vamos começar pelo seu estado, o Delaware, que tem lavagem de dinheiro de brasileiro. Vamos começar por aí, vamos começar por entregar o [Alexandre] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido lá", declarou o petista.
Em nota publicada nesta tarde, o Planalto afirmou que a medida dos EUA pode comprometer o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado do governo.
No início deste mês, após encontro com Donald Trump, Lula já havia mencionado a cooperação com o governo americano no combate ao crime organizado. Além do ex-deputado Alexandre Ramagem, o mandatário voltou a cmentar a solicitação a Washington da entrega de Ricardo Magro, considerado o maior sonegador de impostos do país por sua administração da Refit, com cifras que chegariam aos R$ 52 bilhões.
"Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, o Ricardo Magro. Eu entreguei pro Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão nos EUA. Não aceitamos ser tratados como moleques, como se fosse uma republiqueta. Entreguei quatro documentos a ele [Trump]. Seu Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque estivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato à eleição nesse país, que não tem vergonha na cara de trair nossa pátria, de ir aos EUA pedir intervenção americana no Brasil", completou o presidente.
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