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Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para frear pauta de R$ 270 bilhões no Senado

Política

Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para frear pauta de R$ 270 bilhões no Senado

Governo busca apoio do presidente do Senado para adiar ou barrar propostas consideradas sensíveis pela área econômica

Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para frear pauta de R$ 270 bilhões no Senado

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 09 de junho de 2026 às 18:26

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, para tratar de propostas em tramitação na Casa que preocupam a equipe econômica pelo potencial impacto nas contas públicas.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, os projetos em discussão no Senado representam um custo superior a R$ 270 bilhões. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado em meio às divergências entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. Apesar das tensões, Durigan é considerado um dos integrantes da Esplanada com melhor interlocução junto ao senador.

Entre as matérias acompanhadas pelo governo está o projeto que prevê a renegociação das dívidas dos produtores rurais. A proposta, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), está prevista para ser votada pelo plenário nesta quarta-feira (10) e pode gerar impacto de R$ 120 bilhões ao longo da próxima década.

Outro texto que desperta preocupação é a PEC que garante aposentadoria integral e paridade salarial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025, aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e tem custo estimado em R$ 99 bilhões.

Também está no radar da equipe econômica o projeto que cria um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas. Em tramitação terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a medida poderá seguir diretamente para a Câmara caso seja aprovada e, segundo cálculos da Fazenda, teria impacto de R$ 47 bilhões.

Além disso, o governo tenta postergar a discussão da proposta que amplia a parcela dos recursos da União destinada ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Apenas em 2026, a medida teria efeito estimado em R$ 10 bilhões sobre as contas federais.