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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

Ministro do STF deu prazo para defesa esclarecer por que armamento estava na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 16 de junho de 2026 às 12:07

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma arma de fogo de sua propriedade apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A determinação foi motivada por uma ocorrência registrada na noite de segunda-feira (15), quando policiais abordaram um veículo em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília. O carro era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro.

Segundo o registro policial, o militar afirmou que transportava a arma para reparo e que o armamento seria posteriormente devolvido à residência do ex-presidente.

No despacho, Moraes solicita que a defesa explique por que Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em casa, acompanhada de carregador sobressalente, enquanto cumpre prisão domiciliar. O ministro também quer esclarecimentos sobre o motivo do pedido de reparo do armamento às vésperas do encerramento do período inicial de 90 dias da medida humanitária.

"Diante do exposto, (...) determino, no prazo de 24h (vinte e quatro horas), que: 1) A Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento", diz a decisão.

O despacho não informa se a posse da arma representaria, por si só, descumprimento das condições impostas a Bolsonaro nem menciona eventual violação das medidas cautelares.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e está em prisão domiciliar desde março deste ano, após autorização concedida por Moraes para tratamento de saúde relacionado a um quadro de broncopneumonia.

Pedidos à Polícia Militar

Além dos esclarecimentos da defesa, Moraes também requisitou informações ao comando do 19º Batalhão da PMDF, responsável pela fiscalização das condições da prisão domiciliar.

O ministro quer saber se as revistas nos veículos que deixam a residência do ex-presidente estão sendo realizadas de forma integral, incluindo os carros utilizados pela equipe de segurança. Também solicitou informações sobre o armazenamento dos celulares dos agentes que atuam na proteção de Bolsonaro.

O que dizem PM e GSI

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o motorista abordado conduzia um veículo oficial e portava uma arma institucional regularmente registrada. Durante a fiscalização, os policiais encontraram um segundo armamento no interior do carro.

Segundo a corporação, o militar declarou não possuir a documentação da arma e afirmou que ela pertenceria a terceiros. Diante da situação, ele e o armamento foram encaminhados à 21ª Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.

Já o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República. Segundo o órgão, os servidores que atuam nessa função são indicados pelos próprios ex-chefes do Executivo e não possuem subordinação operacional ao GSI.

A instituição acrescentou que sua atuação se limita à capacitação e à avaliação dos profissionais que integram as equipes de segurança dos ex-presidentes, conforme previsto na legislação vigente.