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Gonet afirma que defesa de Bolsonaro não apresentou fatos novos para revisão de pena

Política

Gonet afirma que defesa de Bolsonaro não apresentou fatos novos para revisão de pena

Pedido busca anular condenação de 27 anos e três meses imposta no processo da tentativa de golpe

Gonet afirma que defesa de Bolsonaro não apresentou fatos novos para revisão de pena

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 17 de junho de 2026 às 08:10

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rever a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. O parecer foi encaminhado à Corte nesta terça-feira (16).

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que não há elementos novos capazes de justificar a reabertura da discussão sobre a sentença. Segundo ele, a decisão condenatória foi baseada em um conjunto consistente de provas e todas as teses apresentadas pela defesa já foram analisadas pelo Supremo.

Gonet argumenta ainda que não existem fundamentos para reduzir a pena aplicada ao ex-presidente. De acordo com o parecer, a defesa não apresentou fatos inéditos, novas evidências ou qualquer elemento que demonstrasse erro judicial, falsidade de provas ou irregularidades capazes de invalidar a condenação já confirmada pela Corte.

O pedido de revisão criminal foi protocolado pela defesa de Bolsonaro em 8 de maio. Os advogados alegam que houve falhas no julgamento, afirmando que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma. A defesa também questiona a validade da delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e aponta supostas limitações de acesso ao conjunto completo de provas da investigação.

Além disso, os representantes do ex-presidente sustentam que não foram apresentadas provas suficientes para comprovar sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 ou na articulação de um plano para romper a ordem democrática. A revisão será examinada pela Segunda Turma do STF, sob relatoria do ministro Nunes Marques. Ainda não há previsão para o julgamento. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por motivos de saúde.