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Polícia do DF pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz

Política

Polícia do DF pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz

Pistola Glock 9 mm registrada em nome do ex-presidente foi encontrada em carro de militar da segurança sem o certificado de registro exigido

Polícia do DF pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz

Foto: Ton Molina/STF

Por: Metro1 no dia 18 de junho de 2026 às 18:34

A Polícia Civil do Distrito Federal pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (18), no âmbito do inquérito que investiga a pistola encontrada durante uma blitz realizada no início da semana.

A corporação sugeriu que Bolsonaro seja ouvido por videoconferência na tarde da próxima quarta-feira (24). Em ofício enviado ao ministro, a Polícia Civil informou que não conseguiu intimar pessoalmente o ex-presidente.

"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", diz o documento.

A arma, uma pistola Glock 9 mm, estava no carro conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro. O veículo foi abordado em uma blitz da Polícia Militar em Brasília, na segunda-feira (15).

Uma consulta ao sistema do Exército confirmou que a pistola está registrada em nome do ex-presidente. Apesar de a documentação da arma estar regular, ela foi apreendida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo.

Em depoimento à Polícia Civil, o militar afirmou que a pistola seria levada para reparos e, em seguida, devolvida a Bolsonaro. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, por decisão de Alexandre de Moraes. A medida foi concedida por 90 dias para permitir a recuperação do ex-presidente de uma broncopneumonia.