
Política
Lula reage ao tarifaço e afirma que Brasil não aceitará "desaforo" dos Estados Unidos
Presidente defende soberania brasileira e afirma que o país responderá às medidas comerciais no momento oportuno

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que só irá comentar a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros após um pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump. Durante agenda na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, Lula evitou tratar do tema e disse que o foco da visita era a ampliação dos serviços de saúde para as mulheres.
"Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS [Sistema Único de Saúde], a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres. Por isso, vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei", disse.
Ao abordar a decisão dos Estados Unidos, o presidente afirmou que o Brasil não aceitará ser desrespeitado nem que a população seja "enganada". Lula reforçou que o país exige o mesmo respeito que oferece às demais nações e declarou que o governo responderá às medidas comerciais no momento adequado.
"Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos respeito da mesma forma que damos respeito para todo mundo", afirmou o presidente.
Na mesma agenda, o petista também comentou o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo, classificando a campanha como um "fracasso", mas ressaltou que isso não diminui o orgulho de ser brasileiro.
O novo tarifaço norte-americano levou o governo federal a discutir ações para reduzir os impactos sobre os setores exportadores e acelerar a diversificação dos mercados para os produtos brasileiros. Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores mantém negociações com autoridades dos Estados Unidos em busca da revisão da medida, enquanto avalia estratégias para ampliar as exportações para países da Ásia, Europa e Oriente Médio.
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