
Política
Valdemar nega controlar emendas parlamentares e diz que apenas faz "sugestões políticas"
Presidente nacional do PL enviou explicações ao STF após determinação de Flávio Dino e afirmou que decisões sobre recursos cabem aos parlamentares

Foto: Beto Barata/PL/Divulgação
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter qualquer cota, reserva ou poder sobre a destinação de emendas parlamentares. Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, o dirigente afirmou que apenas apresenta "sugestões políticas" após dialogar com diferentes setores da sociedade.
No documento de 12 páginas, a defesa sustenta que "não existe no PL a figura de emenda do presidente do partido" e que eventuais sugestões são submetidas à análise e à decisão independente dos parlamentares.
Segundo o texto, caso uma sugestão seja rejeitada, ela não se transforma em indicação, e, se for alterada, prevalece a decisão tomada pelos integrantes da bancada.
A defesa também afirma que o partido mantém separadas as funções da direção nacional e da bancada no Congresso. De acordo com o documento, as comissões executivas administram a legenda, enquanto os parlamentares definem suas lideranças e atuam conforme as regras da Câmara e do Senado.
As explicações foram solicitadas por Flávio Dino aos presidentes de partidos com representação no Congresso Nacional no âmbito das investigações sobre a destinação de emendas parlamentares.
Recentemente, o ministro determinou o bloqueio de R$ 119 milhões relacionados ao que a Polícia Federal apontou como uma suposta "cota parlamentar" de Valdemar sobre emendas de comissão da Câmara dos Deputados. Dino também pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre os critérios de distribuição e indicação desses recursos.
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