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STJ define data para julgamento de processo contra ministro Marco Buzzi

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STJ define data para julgamento de processo contra ministro Marco Buzzi

Caso será analisado pelo plenário do STJ após conclusão das manifestações das partes

STJ define data para julgamento de processo contra ministro Marco Buzzi

Foto: José Alberto/STJ

Por: Metro1 no dia 21 de julho de 2026 às 11:57

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para o dia 6 de agosto o julgamento do processo administrativo disciplinar que apura denúncias de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, segundo informações da coluna do jornalista Matheus Teixeira para CNN.

O magistrado está afastado das atividades desde fevereiro, e a investigação foi instaurada em abril após a conclusão de uma sindicância interna.

O caso entra na fase final depois da coleta de depoimentos e da apresentação das alegações finais pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelas advogadas das denunciantes. A defesa de Buzzi ainda deverá apresentar sua manifestação. Na sequência, a comissão responsável pelo processo vai eleborar um relatório que será submetido ao plenário da Corte. Em nota, os advogados do ministro afirmaram que ainda não foram oficialmente comunicados sobre a data do julgamento.

A primeira denúncia foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do magistrado. Segundo o relato, o episódio ocorreu em janeiro, durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A segunda acusação partiu de uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi, que afirma ter sido vítima de toques sem consentimento e comentários de natureza sexual entre 2023 e 2025, dentro do ambiente de trabalho.

Em parecer encaminhado ao STJ, o MPF defendeu a responsabilização do ministro e solicitou a aplicação da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais. Para o órgão, os elementos reunidos no processo apontam violação aos deveres funcionais da magistratura e indicam, em tese, a prática dos crimes de injúria, importunação sexual e assédio sexual.

A defesa nega todas as acusações. Sobre o caso ocorrido na praia, os advogados alegam que imagens, laudos periciais, registros médicos e depoimentos demonstram que a importunação não aconteceu. Também sustentam que as limitações físicas do ministro, que utiliza bengala, possui histórico de quedas e apresentou documentos médicos, tornariam inviável a conduta descrita. Em relação à ex-servidora, afirmam que a dinâmica de funcionamento do gabinete e a circulação constante de pessoas seriam incompatíveis com os episódios relatados.