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CNJ analisa proposta para prevenir conflitos de interesse no Judiciário

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CNJ analisa proposta para prevenir conflitos de interesse no Judiciário

Medidas propostas por Edson Fachin poderão ser adotadas por todos os tribunais do país, com exceção do STF

CNJ analisa proposta para prevenir conflitos de interesse no Judiciário

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 04 de agosto de 2026 às 07:30

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começa a analisar, nesta terça-feira (4), uma proposta que estabelece regras para prevenir conflitos de interesse envolvendo magistrados e servidores do Judiciário. A iniciativa foi apresentada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e prevê normas sobre participação em eventos, recebimento de presentes, atividades privadas e vínculos familiares.

De acordo com o g1, o texto define diferentes níveis de conflito de interesse entre real, potencial e aparente e, se aprovado, valerá para todos os tribunais do país, com exceção do STF, que discute separadamente um código de ética específico para seus ministros.

Entre as medidas previstas, a participação de juízes e servidores em eventos financiados por terceiros deverá observar critérios como transparência, independência e imparcialidade. Na avaliação, serão considerados fatores como quem custeou a atividade, a natureza do evento, o valor das despesas pagas e a existência de processos envolvendo o patrocinador no tribunal onde o magistrado atua.

A proposta também determina que o recebimento de presentes seja analisado individualmente, levando em conta princípios como impessoalidade, prudência, proporcionalidade, transparência e preservação da independência funcional.

Além disso, os tribunais deverão criar mecanismos para consulta prévia sobre possíveis conflitos de interesse, mapear atividades acadêmicas, científicas, culturais e empresariais de magistrados e servidores, além de registrar vínculos econômicos, societários e participações em associações, fundações e outras entidades.

Após a apresentação da proposta, o CNJ pretende abrir um prazo de 60 dias para que os tribunais enviem sugestões antes da definição do texto final.