
Política
PF deflagra operação contra candidato à Presidência por suspeita de uso irregular de recursos públicos
Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), é alvo de busca e apreensão; investigação apura pagamentos do partido a empresas e possíveis irregularidades com fundos públicos

Foto: Divulgação/PCO
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Causa Própria, que tem como alvo Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Ele é alvo de um mandado de busca e apreensão. A investigação teve origem em elementos identificados durante a fiscalização das prestações de contas partidárias. As informações foram divulgadas pela coluna de Mirelle Pinheiro no Metrópoles.
A apuração se concentra em pagamentos feitos pelo PCO a empresas como Digiartegraphics Gráfica Ltda. e JCO Gráfica e Editora. Segundo a representação policial, Rui Pimenta teria papel central na administração dos recursos públicos da legenda e na definição das contratações investigadas. A Digiartegraphics recebeu cerca de R$ 900 mil, enquanto a JCO recebeu R$ 555.092 em 2022. A Dauzaker Edições e Impressões recebeu mais de R$ 365 mil entre 2017 e 2020.
Segundo a investigação, há indícios de incompatibilidade entre a estrutura operacional das empresas, os valores recebidos e os vínculos com integrantes do grupo investigado. A PF também aponta possível uso irregular de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de inconsistências identificadas pela área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em prestações de contas.
A autoridade policial solicitou ainda o afastamento cautelar de Rui Costa Pimenta das funções de gestão enquanto as investigações estiverem em andamento. Aos 68 anos, ele preside o PCO desde 1995 e já disputou a Presidência da República em 2002, 2006, 2010 e 2014. Em 2026, é novamente candidato ao cargo.
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