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Equidade de gênero, feminicídio e misoginia: Norma Cavalcanti comenta pautas de congresso do MP na Bahia

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Equidade de gênero, feminicídio e misoginia: Norma Cavalcanti comenta pautas de congresso do MP na Bahia

Coordenadora da comissão destaca necessidade de ampliar a participação feminina e o enfrentamento à violência contra as mulheres nas instituições de Justiça

Equidade de gênero, feminicídio e misoginia: Norma Cavalcanti comenta pautas de congresso do MP na Bahia

Foto: Luan Borges/Metropress

Por: Metro1 no dia 17 de agosto de 2026 às 09:49

Atualizado: no dia 17 de agosto de 2026 às 11:35

O combate ao feminicídio precisa ir além da punição e ser tratado como uma questão social, segundo a coordenadora da Comissão de Mulheres da CONAMP Mulher, Norma Cavalcanti. Em entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (17), ela destacou a necessidade de ampliar as ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

“É uma praga, porque morrem quatro mulheres por dia; seis a cada hora. É a pena mais alta do Código, mas não resolve. É uma questão social. Tudo se volta para que isso não ocorra”, afirmou.

Norma também comentou a preparação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para atuar no enfrentamento ao feminicídio. Segundo ela, o órgão passou os últimos dois anos capacitando seus membros e 70% estão preparados para trabalhar na área. A procuradora afirmou ainda que os números têm diminuído e citou a atuação dos governos Federal e estadual no combate ao crime.

O tema estará entre as pautas da terceira edição do Congresso CONAMP Mulher, que será realizado em Salvador entre os dias 19 e 21 de agosto. O evento reunirá cerca de mil mulheres, entre integrantes e convidadas, para discutir também equidade de gênero, paternidade, doenças que afetam as mulheres nas instituições de Justiça e misoginia.

Segundo Norma, o CONAMP Mulher surgiu a partir da necessidade de discutir uma demanda social relacionada à equidade de gênero, principalmente nas instituições de Justiça. Para ela, a iniciativa fortaleceu a defesa de direitos iguais para as mulheres. “Eu, como mulher, desejo um mundo em que sejamos humanamente iguais, socialmente diferentes e totalmente livres”, disse.

A coordenadora afirmou que o congresso também pretende abordar temas que ultrapassam a pauta feminina. A proposta, segundo ela, é discutir questões relacionadas à “causa humana e de fortalecimento deste caminhar”.

Salvador será a primeira cidade fora de Brasília a receber o congresso, promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e pela Associação do Ministério Público da Bahia (AMPEB). A abertura será realizada no Trapiche Barnabé, no Comércio, com homenagem à Irmandade da Boa Morte.

Confira entrevista na íntegra: