
Política
Uso de inteligência artificial por candidatos nas eleições é reprovado por 73% dos brasileiros, aponta Quaest
Pesquisa mostra que apenas 21% dos entrevistados apoiam o uso da tecnologia em campanhas; rejeição é maior entre eleitores com mais de 60 anos

Foto: Reprodução/Redes sociais
O uso de inteligência artificial por candidatos nas eleições deste ano é rejeitado por 73% dos brasileiros, segundo recorte da pesquisa Quaest contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Apenas 21% dos entrevistados consideram aceitável que a tecnologia seja utilizada como ferramenta nas campanhas eleitorais.
A rejeição aparece em diferentes grupos do eleitorado, mas varia de acordo com a faixa etária. Entre os entrevistados com até 34 anos, 68% são contrários ao uso da inteligência artificial por candidatos. O índice sobe para 76% entre os eleitores com mais de 60 anos.
O uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais voltou ao debate recentemente após um episódio envolvendo o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Durante a convenção partidária que oficializou sua candidatura, foi exibido um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso após condenação no processo relacionado à trama golpista.
O caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passou a integrar as discussões sobre os limites para utilização de conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial durante a campanha eleitoral.
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