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Malafaia diz que Moraes “vai ter que me prender para me calar” após ação no STF

Política

Malafaia diz que Moraes “vai ter que me prender para me calar” após ação no STF

Pastor afirmou ser alvo de perseguição política e religiosa e questionou processo por injúria contra o Alto Comando do Exército

Malafaia diz que Moraes “vai ter que me prender para me calar” após ação no STF

Foto: Marcos Corrêa/PR

Por: Metro1 no dia 19 de agosto de 2026 às 17:58

O pastor Silas Malafaia voltou a afirmar, em declaração à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que é alvo de perseguição política e religiosa por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação ocorreu após a Corte formalizar, na terça-feira (18), a abertura de ação penal contra ele por injúria contra o Alto Comando do Exército. “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”, afirmou.

A denúncia contra Malafaia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O caso teve origem em declarações feitas pelo pastor durante um ato na Avenida Paulista, em abril de 2025.

Na ocasião, Malafaia criticou integrantes do Alto Comando do Exército durante discurso em uma manifestação. Ele chamou os generais de “frouxos”, “covardes” e “omissos” e afirmou que eles não honravam a farda. Segundo o pastor, no entanto, as declarações foram genéricas e não tiveram como alvo específico o comandante Tomás Paiva.

Malafaia questiona atuação do STF no caso

A Primeira Turma do STF tornou Malafaia réu em abril deste ano. Na ocasião, os ministros rejeitaram a acusação de calúnia e decidiram que ele responderia apenas pelo crime de injúria. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, enquanto Alexandre de Moraes e Flávio Dino ficaram vencidos nesse ponto.

Em sua defesa, Malafaia afirma que nunca mencionou o nome de Tomás Paiva durante o discurso. “O PGR [Gonet] apresenta a denúncia como se eu tivesse citado o comandante. E isso é uma inverdade”, declarou à coluna.

O pastor também questionou o fato de o processo tramitar no STF, alegando que não possui foro por prerrogativa de função. “Em vez de me mandar para a primeira instância, me manda para o Supremo. Por quê? Se eu não tenho foro privilegiado?”, questionou.

Malafaia também afirmou não compreender por que o episódio foi incluído no inquérito das fake news. Segundo ele, a manifestação ocorreu em um ato público e não teria relação com a investigação. “O que tem a ver com fake news? Era uma manifestação em ato público. O jogo [deles] é me incriminar. É perseguição política e religiosa”, afirmou.