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PT pede inelegibilidade de Nikolas Ferreira por uso de documento falso da PF

Política

PT pede inelegibilidade de Nikolas Ferreira por uso de documento falso da PF

Deputados acionam PGE após parlamentar divulgar material atribuído à PF para contestar reportagens sobre Daniel Vorcaro

PT pede inelegibilidade de Nikolas Ferreira por uso de documento falso da PF

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 07 de setembro de 2026 às 17:00

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e pediram a inelegibilidade de Nikolas Ferreira (PL-MG) por oito anos. A representação também solicita a cassação do registro ou diploma do parlamentar.

O pedido tem como base a divulgação, nas redes sociais, de um documento atribuído à Polícia Federal que apontava a ausência de indícios de crimes envolvendo Nikolas e o empresário Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. A PF negou ter produzido o material.

A publicação foi feita em 3 de setembro, horas após reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro. O documento foi compartilhado nas contas oficiais do deputado no Instagram e no X, que somam mais de 27 milhões de seguidores, e posteriormente removido.

Um laudo apresentado pelos parlamentares aponta diferenças entre o material divulgado e um relatório verdadeiro de 218 páginas produzido pela PF. Entre os problemas identificados estão divergências de conteúdo, datas, estrutura e identificação, além da ausência de assinatura, matrícula de servidor e número de procedimento.

Os deputados sustentam que a divulgação pode configurar uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político. A representação também pede a apuração de possíveis crimes relacionados à falsificação, ao uso de documento falso e à divulgação de informações inverídicas durante a campanha.

Nikolas afirmou posteriormente que desconhecia a falsidade do documento e que havia reproduzido um conteúdo publicado por terceiros. O pedido apresentado à PGE não representa, neste momento, uma decisão da Justiça Eleitoral nem uma conclusão sobre eventual responsabilidade do deputado.