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STF determina depoimento de deputado baiano do PL por falsas acusações a ministros

Política

STF determina depoimento de deputado baiano do PL por falsas acusações a ministros

Ministro Alexandre de Moraes apontou possível prática de comunicação falsa de crime após representação apresentada por Leandro contra autoridades

STF determina depoimento de deputado baiano do PL por falsas acusações a ministros

Foto: Reprodução Alba

Por: Metro1 no dia 09 de setembro de 2026 às 13:37

Atualizado: no dia 09 de setembro de 2026 às 15:25

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) terá que prestar esclarecimentos à Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada após o arquivamento de uma notícia-crime apresentada pelo parlamentar contra autoridades, considerada sem elementos suficientes para comprovar a existência de crime.

A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Para o magistrado, a ausência de provas ou de indícios mínimos nas acusações apresentadas pelo deputado pode caracterizar, em tese, o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção. Com isso, Moraes determinou que o parlamentar seja ouvido pela PF.

O depoimento deverá ocorrer no prazo de 15 dias. Depois de concluída essa etapa, o processo será devolvido ao Supremo e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá analisar os próximos passos do caso.

Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que não sabe o que motivou Moraes. "Alexandre de Moraes coloca a Polícia Federal atrás de mim, para me ouvir e me investigar. Já fiz uma apuração incial e de fato saiu a determinação do Moraes. Ainda não sei as motivações e vou me aprofundar sobre o que está acontecendo".

"Mas, é óbvio, a gente viu nos últimos anos perseguições, pessoas inocentes presas e a utlização do judiciário como ferramenta de perseguição política, pra mim não é surpresa estar na mira do Moraes. Mas quero deixar um recado para os meus apoiadores: não vou recuar", afirmou Leandro.

Na notícia-crime, Leandro de Jesus apontou o ministro Flávio Dino e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marco Edson Gonçalves Dias, como responsáveis por uma suposta omissão imprópria durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. O deputado sustentou que Dino teria conhecimento dos riscos relacionados às manifestações e, por ocupar o cargo de responsável pela segurança nacional, deveria ter adotado medidas preventivas.

Em relação a Gonçalves Dias, o parlamentar utilizou imagens divulgadas pela imprensa para afirmar que o então chefe do GSI esteve no local durante os atos. Segundo a acusação, o ex-ministro não teria agido para impedir os ataques e teria mantido uma postura considerada amistosa com os manifestantes que ocupavam as instalações públicas.