
Política
PF aponta Vorcaro como líder de grupo envolvido em monitoramento e ataques hackers
Celular do ex-banqueiro revelou estrutura com funções distribuídas e pagamento milionário a operador

Foto: Reprodução
A Polícia Federal identificou uma estrutura organizada ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, com funções distribuídas para a execução de atividades ilícitas. A investigação aponta que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão, era responsável pela parte operacional e recebia R$ 1 milhão por mês para cumprir ordens de Vorcaro.
Segundo a PF, Mourão tinha entre suas funções o acesso irregular a sistemas protegidos, o comando de um grupo chamado de “turma”, além de monitoramento, coerção, remoção de conteúdos, ataques cibernéticos e contato com criminosos.
A análise do celular de Vorcaro levou os investigadores a apontá-lo como o principal responsável pelo comando do esquema. Conforme o relatório, ele estabelecia estratégias, prioridades e alvos, enquanto Mourão coordenava a execução das ações. A apuração também cita monitoramento de autoridades, acesso a processos sigilosos e uma tentativa de fuga.
Os dados fazem parte de documentos tornados públicos na noite desta quinta-feira (10), após o ministro do STF, Edson Fachin, retirar o sigilo da investigação sobre o Caso Master. Mourão, chamado de “Sicário” de Vorcaro, havia sido preso em março durante a Operação Compliance Zero e respondia por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Horas depois da prisão, ele morreu dentro de uma unidade prisional em Belo Horizonte.
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