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Gilmar acusa Mendonça de conduzir caso Master com “viés político-eleitoral” e diz que “até a máfia tem ética”

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Gilmar acusa Mendonça de conduzir caso Master com “viés político-eleitoral” e diz que “até a máfia tem ética”

Durante julgamento no STF sobre investigação contra Moraes, decano criticou atuação do relator, que rebateu as acusações

Gilmar acusa Mendonça de conduzir caso Master com “viés político-eleitoral” e diz que “até a máfia tem ética”

Foto: Victor Piemonte/STF

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 13:46

Atualizado: no dia 15 de setembro de 2026 às 13:51

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o colega André Mendonça de conduzir processos relacionados ao Banco Master com “inequívoco viés político-eleitoral”. A declaração foi feita nesta terça-feira (15), durante sessão extraordinária que julga se será aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito do Caso Master.

Durante sua manifestação, o decano classificou a condução dos processos como “digna de máfia, covarde, vil” e afirmou que “até a máfia tem ética”. A declaração provocou reação imediata de Mendonça, relator do caso, que rebateu: “O senhor está sendo leviano”.

Gilmar também criticou o que chamou de “jogo de omertá”, em referência ao código de silêncio da máfia italiana. “Como se a gravidade da notícia variasse conforme o nome do magistrado a que se refere, ou conforme o tribunal que ele integra”, disse.

O ministro afirmou ainda que uma “apuração parcial é apuração viciada” e defendeu que a deliberação do Supremo sobre o caso não ocorra sob influência de interesses políticos. Segundo ele, a discussão não pode ser conduzida por alguém que, em sua avaliação, tem desprezado o senso de colegialidade, especialmente durante o período eleitoral.

Ao concluir, Gilmar voltou a acusar a existência de interesses eleitorais na condução do caso. “O interesse é evidente”, afirmou. “Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando, sob pena de que o resultado, qualquer que seja ele, nasça marcado pela suspeita de haver servido a alguém”.