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Caso Master tem laudos e imagens que reforçam versão de suicídio de Sicário na PF

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Caso Master tem laudos e imagens que reforçam versão de suicídio de Sicário na PF

Documentos liberados pelo STF incluem 166 frames de câmeras de segurança e 17 laudos sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão

Caso Master tem laudos e imagens que reforçam versão de suicídio de Sicário na PF

Foto: Polícia Federal/Reprodução

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 18:18

Documentos do processo do Banco Master que tiveram o sigilo retirado por determinação do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), incluem laudos e imagens sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, em março de 2026, na carceragem da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais.

Apontado pela PF como chefe da milícia particular do banqueiro Daniel Vorcaro, Sicário foi encontrado enforcado na cela onde estava preso. O material divulgado pelo STF reforça a versão apresentada pelas autoridades na época de que ele cometeu suicídio.

Embora os documentos não incluam vídeos, foram divulgados 166 frames capturados por quatro câmeras do circuito interno da PF. O material também reúne 17 laudos, incluindo perícias toxicológicas e análises dos celulares dos agentes que tiveram contato com o preso.

Um dos laudos afirma que Sicário “agiu sozinho em seu próprio enforcamento” e que “não se identificam ocorrências de cenas que comprovem instigação, induzimento ou auxílio material” para o ato. Segundo os documentos, a unidade da PF possui três pontos cegos nas câmeras, mas nenhum deles compromete a visualização da área onde ocorreu a morte.

Os laudos também apontam que Sicário tentou entrar em contato com a mãe e a irmã 18 vezes após chegar à cela, horas antes de morrer. Ele havia sido preso em 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.

De acordo com a investigação, Sicário era apontado como chefe da “Turma”, grupo que obtinha informações sigilosas para Vorcaro e ameaçava seus adversários. Ele foi detido em casa, em Belo Horizonte, e chegou à sede da PF às 8h34, quando saiu pela porta traseira de uma viatura.

As imagens divulgadas mostram os procedimentos realizados após a chegada de Sicário, incluindo a revista pessoal e a retirada de hastes da gola de sua camisa. Ele também foi autorizado a usar o celular de um agente para telefonar à família.

Pouco antes das 12h, Sicário recebeu os advogados Hermes Vilchez Guerrero e Robson Lucas da Silva em uma sala no quarto andar da sede da PF. Às 15h21, após pedir para ir ao banheiro, ele se enforcou. Um agente o encontrou às 15h39.

Sicário foi socorrido por agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital João XXIII, onde permaneceu internado até 6 de março, quando a equipe médica atestou sua morte encefálica.