
Política
Lula diz que levará cobrança por paz à ONU e mira países que podem ‘acabar com todas as guerras’
Presidente afirmou a lideranças evangélicas que pretende cobrar Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido durante discurso na Assembleia Geral

Foto: Reprodução
A atuação das grandes potências nas guerras será um dos pontos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende levar à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A menos de uma semana da viagem aos Estados Unidos, o presidente afirmou nesta quarta-feira (16) que fará uma cobrança direta aos cinco países permanentes do Conselho de Segurança.
A declaração ocorreu durante uma reunião com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto. Lula citou Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido ao defender que essas nações têm poder para impedir conflitos, mas também participam da produção e comercialização de armas.
“França, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia e China. Cinco pessoas que poderiam acabar com todas as guerras. Que poderiam não começar nenhuma guerra. Mas são eles que começam as guerras. São eles que produzem armas. São eles que vendem armas”, disse Lula aos pastores.
O presidente também resumiu o que chamou de sua principal causa e afirmou que a busca pela paz estará presente em sua fala diante dos líderes mundiais.
“Eu tenho uma causa. Que é brigar de forma desaforada para que a gente consiga acabar com a dificuldade no planeta Terra. Essa é a minha briga. E essa briga vai fazer parte do meu discurso na ONU”, afirmou.
Lula fala sobre igrejas e eleições
A reunião também teve um componente relacionado ao cenário eleitoral. Ao conversar com os religiosos, Lula defendeu que as igrejas sejam espaços de promoção da paz e da esperança, mas afirmou que não pretende tratar os templos como comitês políticos.
“Se eu quiser fazer política e comitê, eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja”, afirmou.
Na mesma conversa, o presidente pediu apoio das igrejas para uma política de cuidados destinada à população idosa, que, segundo ele, está prevista para o próximo ano caso seja reeleito.
"Nós vamos precisar muito das igrejas no ano que vem”, afirmou.
Assembleia Geral
Lula deverá fazer o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, marcada para começar na próxima terça-feira (22). O Brasil ocupa tradicionalmente a primeira posição entre os pronunciamentos dos chefes de Estado e de governo, seguido pelos Estados Unidos, país que sedia o encontro.
A preparação para a viagem tem incluído reuniões do presidente com a assessoria internacional do Palácio do Planalto. Também participaram do encontro desta quarta-feira o advogado-geral da União, Jorge Messias, a primeira-dama Janja da Silva, além de pastores brasileiros, americanos e uma religiosa cubana.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

