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Gilmar Mendes defende reforma das instituições após desdobramentos do Caso Master

Política

Gilmar Mendes defende reforma das instituições após desdobramentos do Caso Master

Gilmar Mendes também cobrou atuação coordenada do MPF, OAB e Conselho da Justiça Federal

Gilmar Mendes defende reforma das instituições após desdobramentos do Caso Master

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Por: Metro1 no dia 28 de setembro de 2026 às 09:22

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu neste domingo (27) mudanças nas instituições brasileiras diante das descobertas relacionadas ao Caso Master. Em publicação no X, ele destacou que o momento pode ser usado para revisar mecanismos do Judiciário, do sistema financeiro e dos órgãos de fiscalização.

Gilmar afirmou que as investigações apontaram um modelo de negócios que teria utilizado créditos judiciais contra a União para captar recursos no mercado. Entre os ativos envolvidos estão precatórios de empresas do setor sucroalcooleiro, negociados com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os títulos relacionados a essas ações são avaliados em R$ 4,7 bilhões.

Segundo o ministro, algumas usinas conseguiram decisões contra a União por causa de preços definidos pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool nas décadas de 1980 e 1990. Ele afirmou que parte dos processos utilizou estudos genéricos, sem a perícia individual exigida pelo entendimento do Supremo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 estima que essas ações possam gerar impacto superior a R$ 100 bilhões.

Gilmar também citou a investigação envolvendo o desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. O magistrado aparece em mensagens retiradas do celular de Daniel Vorcaro e é apontado como integrante da chamada “Turma do KN”. Para Gilmar, a participação de magistrados e advogados exige investigações criminais.

O ministro afirmou ainda que o problema não está restrito ao TRF-1. Ele defendeu que a Corregedoria Nacional de Justiça amplie as apurações para os tribunais regionais federais, com atenção especial aos precatórios do setor sucroalcooleiro e às ações relacionadas à revisão da tabela do SUS.

Gilmar também pediu maior fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central sobre a negociação e utilização desses créditos. Ao final, convocou o Ministério Público Federal (MPF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho da Justiça Federal a atuarem em suas respectivas áreas.