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Lula diz que fim das bets não prejudica futebol e cobra reação dos clubes

Presidente afirma que apostas representam menos de 7% da arrecadação dos times; entidades do setor acionam o STF contra medida que proíbe bets e cassinos online

Lula diz que fim das bets não prejudica futebol e cobra reação dos clubes

Foto: Ricardo Stuckert.

Por: Metro1 no dia 28 de setembro de 2026 às 15:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (28) que o fim das bets no Brasil não deve causar prejuízos ao futebol. A declaração ocorreu durante a sanção de novas medidas voltadas à profissionalização do futebol feminino, em Brasília.

“Esse negócio de acabar com bets não traz prejuízo para o futebol. Nos melhores momentos da história do futebol não existia bets. O Brasil foi campeão do mundo e não existia bet”, afirmou.

A declaração ocorre às vésperas de uma reunião entre o governo federal e representantes de clubes de futebol, marcada para esta terça-feira (29). O encontro, confirmado pelo Ministério do Esporte, terá como pauta os impactos da medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa no país.

Publicada na sexta-feira (25), a MP estabelece que as empresas terão até 6 de outubro para deixar de operar. Os apostadores poderão resgatar os valores disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.

Lula afirmou que os clubes precisam buscar outras formas de geração de receita e citou a possibilidade de transformação das equipes em empresas.

“E os clubes que se virem. Já aprovamos a lei que os clubes podem virar empresa, agora é preciso colocar gente de competência para fazer empresa”, declarou.

O presidente também defendeu que as empresas de jogos online busquem outras atividades para gerar receita e afirmou que as bets representam menos de 7% da arrecadação dos clubes de futebol.

“É uma máquina de matar o povo pobre, e eu, sinceramente, acabei para dizer o seguinte: ninguém vai tirar mais o dinheiro do leite, do pão, do feijão, da carne, da comida das crianças pra apostar em bets”, declarou.

Entidades acionam o STF

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram nesta segunda-feira (28) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da medida provisória.

As entidades querem interromper integralmente a aplicação da MP até que o Congresso delibere definitivamente sobre a medida ou até o julgamento das ações em andamento no STF. O pedido também busca preservar a legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.

Em outra ação, a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) pediu ao STF que declare a inconstitucionalidade da medida provisória e, consequentemente, derrube a proibição.

O caso será analisado pelo ministro Luiz Fux, relator no Supremo.