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Governo adia reunião com clubes para discutir fim das bets

Política

Governo adia reunião com clubes para discutir fim das bets

Os clubes discutem perdas com contratos de patrocínio de empresas de apostas

Governo adia reunião com clubes para discutir fim das bets

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 29 de setembro de 2026 às 07:54

O governo federal adiou o encontro com representantes de clubes de futebol que discutiria os efeitos do fim das apostas de quota fixa e dos jogos on-line no Brasil. A reunião estava marcada para esta terça-feira (29), às 15h, em Brasília, mas uma nova data ainda será definida.

O adiamento foi comunicado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, em ofício enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo ele, a mudança ocorreu pela proximidade do compromisso e pela dificuldade de disponibilidade de voos para os participantes. A CBF deverá avisar os clubes e as Federações Estaduais assim que o novo horário for estabelecido.

A conversa havia sido solicitada após equipes demonstrarem preocupação com a perda de receitas provenientes de acordos comerciais com empresas de apostas. O governo pretendia ouvir as demandas dos clubes e avaliar alternativas para diminuir possíveis efeitos financeiros provocados pelo encerramento desses contratos. Entre as propostas discutidas está uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), com possibilidade de refinanciamento de débitos a juros menores.

A discussão ocorre após a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na sexta-feira (25), determinar o encerramento das apostas de quota fixa no país. O texto proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade desse tipo de serviço e prevê o fim, em até 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atuam no setor.

Na justificativa, o governo citou dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), segundo os quais as bets movimentaram R$ 62,5 bilhões retirados do orçamento das famílias brasileiras em 2025. O Executivo também relacionou o avanço das apostas a possíveis efeitos sobre consumo, arrecadação e distribuição de renda, além de problemas associados ao jogo excessivo, como endividamento e impactos à saúde mental.