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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que autorize visita de Flávio ao pai antes do fim da suspensão

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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que autorize visita de Flávio ao pai antes do fim da suspensão

Restrição ao senador termina em 11 de outubro; advogados pedem retomada das visitas regulares ou, alternativamente, um encontro excepcional antes da data

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que autorize visita de Flávio ao pai antes do fim da suspensão

Foto: Alejandro Zambrana/STF e Edilson

Por: Metro1 no dia 05 de outubro de 2026 às 17:15

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) visite o pai antes do fim da suspensão de 90 dias imposta ao parlamentar.

O pedido foi apresentado um dia após Flávio avançar ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A suspensão das visitas foi determinada por Moraes em julho e termina em 11 de outubro. Na ocasião, o ministro concluiu que Flávio havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente.

Na petição, a defesa pede, como principal solicitação, o restabelecimento do regime regular de visitas. Os advogados argumentam que já passou um período significativo desde a adoção das restrições e que não houve novos episódios que justifiquem a manutenção do regime excepcional.

Como alternativa, a defesa solicita que Moraes autorize uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. Segundo os advogados, o encontro teria caráter “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente combinados com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Entenda a suspensão

Em 13 de julho, Moraes determinou a suspensão das visitas de Flávio ao pai por 90 dias. A medida foi tomada após o senador divulgar uma carta escrita por Bolsonaro, na qual o ex-presidente o apontava como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes citou a determinação que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros. Para o ministro, a divulgação do documento por Flávio configurou descumprimento da medida cautelar e desvio de finalidade do direito de visita.