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PF adia depoimento de Campos Neto no caso Master

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PF adia depoimento de Campos Neto no caso Master

Ex-presidente do Banco Central seria ouvido como testemunha em investigação sobre relação de servidores da autarquia com Daniel Vorcaro

PF adia depoimento de Campos Neto no caso Master

Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Por: Metro1 no dia 08 de outubro de 2026 às 11:41

Atualizado: no dia 08 de outubro de 2026 às 11:57

A Polícia Federal adiou o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que estava previsto para a tarde desta quarta-feira (7), no inquérito que investiga a relação de servidores do BC com Daniel Vorcaro, controlador do antigo Banco Master.

Campos Neto seria ouvido na condição de testemunha. A PF pretendia questioná-lo sobre o que sabia a respeito da relação dos ex-diretores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves com Vorcaro e de uma possível atuação dos dois em benefício do banco.

Foi durante a gestão de Campos Neto que Vorcaro conseguiu transformar o então Banco Máxima em Banco Master e ampliar seu patrimônio para cerca de R$ 40 bilhões.

Depoimento

Na condição de testemunha, Campos Neto tem autorização para adiar o depoimento sem precisar informar o motivo. Com o adiamento, uma nova data ainda não foi definida pela PF.

Os dois ex-servidores do Banco Central são apontados pela PF como consultores pessoais de Vorcaro. Segundo a investigação, eles teriam recebido propina do empresário ao longo dos anos. Santana e Neves negaram as acusações em depoimentos à PF.

Vorcaro afirmou à polícia, no fim de agosto, que conhece os dois ex-servidores há pelo menos oito anos. Segundo ele, era “comum” o Banco Central auxiliar instituições financeiras.

O empresário também disse que a cúpula do BC, incluindo o presidente da instituição, apoiava a fusão do Master com o Banco de Brasília (BRB), em uma negociação de R$ 12 bilhões.

Galípolo

Após ser citado por Vorcaro e por um servidor, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convocado pela PF. Ele prestou depoimento como testemunha na terça-feira (7).

O inquérito é apontado como o mais avançado da PF e tem previsão de ser concluído ainda em outubro. Os últimos interrogatórios estão sendo realizados.