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Após condenação, PF avalia extradição de Eduardo Bolsonaro dos EUA

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Após condenação, PF avalia extradição de Eduardo Bolsonaro dos EUA

Alexande de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o início do cumprimento da condenação e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado

Após condenação, PF avalia extradição de Eduardo Bolsonaro dos EUA

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 09 de outubro de 2026 às 10:46

A Polícia Federal (PF) avalia pedir aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão por coação continuada no curso do processo. A condenação prevê regime inicial semiaberto e multa de R$ 162 mil.

Moraes também determinou a suspensão dos direitos políticos de Eduardo durante o período da condenação e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome dele. O ex-deputado é considerado procurado pelas autoridades brasileiras, mas ainda pode se apresentar espontaneamente. Caso não o faça, poderá ser classificado como foragido. A PF recorre à difusão vermelha da Interpol quando o paradeiro de uma pessoa procurada é desconhecido.

Extradição e permanência nos Estados Unidos

Eduardo mora nos Estados Unidos desde o início de 2025 e recebeu, em julho deste ano, um green card, documento que permite a residência permanente no país. Antes, ele tinha autorização temporária para morar no Texas. A concessão pode dificultar uma eventual extradição, uma das alternativas para que ele cumpra a pena no Brasil.

Segundo o STF, o ex-deputado usou sua influência nos Estados Unidos para tentar interferir no processo que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No país, Eduardo também atua como interlocutor da família Bolsonaro junto a autoridades americanas. Ele afirma ter deixado o Brasil por sofrer perseguição política.

Em nota, Eduardo Bolsonaro criticou a decisão de Moraes, que classificou como “arbitrária, inoportuna e inócua”. O ex-deputado afirmou que o ministro “tumultua o país” e disse que a medida poderia aumentar a tensão política sem necessidade.