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PGR se manifesta contra afastamento de diretores da PF

Política

PGR se manifesta contra afastamento de diretores da PF

Órgão afirma que faltam evidências de participação dos dirigentes em atos ilícitos

PGR se manifesta contra afastamento de diretores da PF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 14 de outubro de 2026 às 12:28

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (13), o órgão apontou falta de provas que justifiquem a medida.

O documento foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Teixeira e André Ramos. A manifestação defende que o afastamento de autoridades policiais exige evidências de participação em atos ilícitos.

“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada”, diz o parecer.

A PGR também argumentou que a posição hierárquica dos dirigentes não é suficiente para responsabilizá-los por possíveis irregularidades. Para justificar a medida, seria necessário apontar suspeitas específicas contra cada um. O órgão ainda alertou que o afastamento poderia afetar investigações e processos além do caso analisado, representando um “risco à ordem pública”.

Decisões no STF

Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram afastados dos cargos em 8 de setembro, por decisão do ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF. A medida apontou suspeitas de monitoramento ilícito e produção de relatórios de inteligência sem autorização do plenário da Corte.

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou o retorno dos dois às funções, alegando riscos a investigações sob sua responsabilidade. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, anulou as duas decisões. A operação apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias e corrupção de agentes públicos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.