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Vorcaro presta novo depoimento à PF sobre venda do Master ao BRB

Política

Vorcaro presta novo depoimento à PF sobre venda do Master ao BRB

Ex-banqueiro está preso em Brasília

Vorcaro presta novo depoimento à PF sobre venda do Master ao BRB

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 15 de outubro de 2026 às 08:11

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, presta novo depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15) sobre a negociação para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Preso preventivamente na Papudinha, em Brasília, ele deve ser ouvido por videoconferência.

Segundo as investigações, o BRB transferiu cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo Master entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desse total, R$ 12,2 bilhões envolvem operações com indícios de fraude. A PF aponta o ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, também preso, como um dos principais envolvidos no caso.

As mensagens analisadas pelos investigadores indicam contato frequente entre Vorcaro e Costa para tratar de transações financeiras. A apuração também examina a suspeita de oferta de imóveis avaliados em cerca de R$ 150 milhões para favorecer a negociação.

Na terça-feira (13), Vorcaro reafirmou, por meio de uma carta divulgada por seu advogado, que pretende colaborar com as investigações. O depoimento desta quinta foi adiado duas vezes após a defesa alegar falta de acesso aos autos. A PF pretende ouvir Paulo Henrique Costa posteriormente, mas ainda não marcou a data.

Os relatórios da Polícia Federal indicam que o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teria participado diretamente das articulações para a compra do Master pelo BRB. Segundo documentos divulgados pela CNN, ele teria atuado em decisões sobre o aumento de capital e mantido contato com pessoas envolvidas na operação.

A PF avalia que mensagens entre Vorcaro e Costa indicam que decisões estratégicas do banco eram submetidas ao então governador, levantando suspeitas de interferência política. A defesa de Ibaneis negou as acusações e afirmou que ele não pressionou nem interferiu nas operações realizadas pelo BRB.