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Ministério da Justiça pede que ANPD investigue se Meta descumpriu Marco Civil da Internet

Política

Ministério da Justiça pede que ANPD investigue se Meta descumpriu Marco Civil da Internet

Medida ocorre após a pasta receber relatos de que plataforma tem feito bloqueios e restrições de conteúdo sem explicar qual regra o usuário descumpriu

Ministério da Justiça pede que ANPD investigue se Meta descumpriu Marco Civil da Internet

Foto: Magnific

Por: Metro1 no dia 17 de outubro de 2026 às 13:29

O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) apure se a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, está violando regras previstas no Marco Civil da Internet.

A solicitação veio após a pasta receber denúncias sobre bloqueios, redução de alcance e restrições de recursos sem que os usuários fossem informados claramente sobre os motivos. O material também foi enviado ao Ministério Público Federal (MPF).

Entre os relatos analisados pelo ministério estão 1.121 registros reunidos pela organização CTRL+Z entre 25 de setembro e 13 de outubro. Os casos envolvem principalmente perda de alcance e limitações de funcionalidades. O Observatório De Olho na Censura, por sua vez, reúne ocorrências desde janeiro deste ano.

Os técnicos apontam possíveis problemas como falta de justificativa e de mecanismos de recurso, decisões sem considerar o contexto das publicações, remoções provocadas por denúncias em massa e restrições de alcance sem aviso. Também são citados anúncios estrangeiros com deepfakes e desinformação e respostas consideradas insuficientes às autoridades.

Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao ministério, as práticas relatadas podem contrariar obrigações estabelecidas pelo Marco Civil, que passou a exigir, entre outros pontos, transparência nas decisões de moderação e possibilidade de contestação pelos usuários.

Por isso, o MJSP quer que a ANPD cobre da Meta informações sobre seus critérios de moderação, reclamações, redução de alcance, denúncias coordenadas e verificação de anunciantes. A pasta também pediu uma auditoria dos sistemas automatizados usados para moderar, classificar e distribuir conteúdos.

Diante da proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o ministério ainda sugeriu que a ANPD avalie medidas preventivas. Entre elas estão a preservação de registros e a revisão de restrições aplicadas sem justificativa, além de análise humana em casos envolvendo imprensa, organizações civis, movimentos sociais, entidades estudantis e conteúdos político-eleitorais.