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Gastos de Flávio com a Meta ultrapassam R$7 milhões, quase o triplo de Lula

Política

Gastos de Flávio com a Meta ultrapassam R$7 milhões, quase o triplo de Lula

Em meio a polêmicas sobre interferência nas eleições, empresa é a que mais recebeu recursos de campanha em 2026

Gastos de Flávio com a Meta ultrapassam R$7 milhões, quase o triplo de Lula

Foto: Reprodução/Charles Vieira/Freepik

Por: Gabriel Jones no dia 20 de outubro de 2026 às 18:29

Atualizado: no dia 20 de outubro de 2026 às 19:28

Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato à Presidência que mais gastou recursos de campanha com a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, mais que todos os outros candidatos juntos. O valor integra os R$288,7 milhões em pagamentos diretos à empresa em todas as campanhas eleitorais deste ano, o maior valor já registrado até o momento e mais que o dobro investido em 2022.

Quando somados os gastos dos 11 candidatos que concorreram com Flávio no primeiro turno, incluindo Lula, o resultado representa apenas 63% dos R$ 7,45 milhões investidos pelo atual senador, segundo dados do DivulgaCand, portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 

Todos os pagamentos foram feitos em setembro, mas esses números ainda podem subir já que a prestação final de contas de quem disputou apenas o primeiro turno vai até 3 de novembro, e quem está no segundo turno tem até 14 de novembro. 

As despesas, descritas como “impulsionamento” e “impulsionamento de conteúdos para redes sociais” fazem parte de um movimento que cresce desde 2018: meios sociais como massivo e indispensável investimento de campanha.
 

Enquanto a gigante da tecnologia corresponde a 10% das respectivas despesas declaradas por Flávio e por Lula em 2026, há oito anos nenhum candidato  gastou mais de R$1 milhão com a empresa.

Entre os partidos, o PL lidera com R$63,7 milhões, seguido por PT (R$37,9 milhões), PSD (R$30,3 milhões) e União Brasil (R$23,3 milhões), excluindo diretórios de partidos, anúncios pagos por apoiadores e pagamentos via agências.

Disputa no TSE

A empresa americana está no centro do debate sobre o impacto de empresas de tecnologia internacionais nas eleições brasileiras após uma série de “falhas técnicas” que envolveram a distribuição de postagens da campanha do presidente Lula. A companhia se posicionou em nota lançada dia 16 de outubro explicando que a distribuição não foi feita com critérios ideológicos e possíveis enganos seriam apenas de natureza tecnológica

Na segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu 24 horas para a empresa comprovar que cumpriu a decisão que determinou medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. O prazo termina nesta terça-feira (20).

A Meta apresentou recurso, mas, segundo Bellizze, o pedido não suspende os efeitos da decisão. Os relatórios devem ser entregues em português e separar o que foi feito por ordem judicial do que a empresa fez por iniciativa própria.