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Governo dos EUA pediu que Flávio retirasse autodeclaração de ‘presidente eleito’ em carta

Política

Governo dos EUA pediu que Flávio retirasse autodeclaração de ‘presidente eleito’ em carta

Segundo diplomatas, Washington temia que o texto fosse interpretado como reconhecimento do senador no cargo e provocasse atrito com o governo Lula

Governo dos EUA pediu que Flávio retirasse autodeclaração de ‘presidente eleito’ em carta

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 29 de outubro de 2026 às 16:49

O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que retirasse de uma carta publicada nas redes sociais os trechos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Segundo diplomatas ouvidos pelo UOL, a solicitação ocorreu após autoridades americanas avaliarem que a declaração poderia gerar problemas nas relações diplomáticas com o governo brasileiro. A informação foi publicada pelo comentarista Valdo Cruz  da GloboNews.

A preocupação era que a permanência das expressões no documento desse a entender que Washington reconhecia Flávio como presidente eleito, o que representaria um posicionamento contra o resultado oficial das eleições brasileiras. O governo de Donald Trump, no entanto, não pretende romper relações com a administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mudança ocorreu após a primeira versão da carta, divulgada na quarta-feira (28), em que Flávio questionou o resultado eleitoral e alegou fraude sem apresentar provas. Na versão seguinte, o senador substituiu as expressões “presidente eleito” e “verdadeiro presidente do Brasil” por “líder do Brasil” e “líder”.

Os Estados Unidos autorizaram a entrada de Flávio no país e a concessão de vistos humanitários para ele e seus familiares. Segundo os diplomatas, porém, receber o senador em território americano não significa reconhecer sua autodeclaração como vencedor da eleição.

Na carta, Flávio também afirmou que não fugiu do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Lula no segundo turno, com vantagem de 4,43 milhões de votos sobre Flávio. O órgão afirmou que o pleito ocorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou irregularidades capazes de comprometer o resultado.