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Deputado do PT aciona PGR para investigar pagamentos de R$ 4 milhões a Flávio Bolsonaro

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Deputado do PT aciona PGR para investigar pagamentos de R$ 4 milhões a Flávio Bolsonaro

Representação aponta suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro após transferências feitas por escritório de advocacia em 2025

Deputado do PT aciona PGR para investigar pagamentos de R$ 4 milhões a Flávio Bolsonaro

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 29 de outubro de 2026 às 18:30

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação de pagamentos de R$ 4 milhões feitos, em 2025, pelo escritório Nilo & Almeida Advogados Associados à sociedade de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação aponta suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

As transferências ocorreram em duas parcelas de R$ 2 milhões, realizadas em agosto e outubro, sob a descrição de “assessoria jurídica”. O segundo pagamento foi registrado em 21 de outubro, poucas semanas antes da votação no Senado sobre a recondução do advogado Edvaldo Nilo de Almeida, sócio do escritório responsável pelos repasses, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Flávio participou da votação, em 12 de novembro, e também da sabatina de Almeida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A indicação foi aprovada por 54 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção. Como a votação foi secreta, não é possível identificar o voto individual do senador.

Na representação, Rui Falcão destaca que os R$ 4 milhões correspondem a cerca de 29% do faturamento documentado da sociedade de advocacia de Flávio entre janeiro de 2023 e julho de 2026. As notas fiscais não especificam os clientes ou os processos relacionados aos serviços.

Edvaldo Nilo afirmou que os pagamentos foram feitos com base em um contrato firmado em abril de 2025 e correspondem a serviços prestados por Flávio a clientes privados, sem uso de recursos públicos. O advogado, no entanto, não informou quem eram os clientes nem quais causas foram atendidas.

O deputado pede que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e das duas sociedades de advocacia, além de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A medida teria como objetivo rastrear a origem dos valores e verificar uma possível relação com pagamentos de precatórios ou recursos públicos.

A representação também solicita a apuração de eventual vínculo entre os repasses e a participação de Flávio nas votações, além de possíveis conexões com uma investigação em andamento no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.