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Fuga de Flávio Bolsonaro é condenada por 62% dos brasileiros, aponta Quaest

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Fuga de Flávio Bolsonaro é condenada por 62% dos brasileiros, aponta Quaest

Pesquisa revela que maioria considera errada a ida do senador para os Estados Unidos após derrota eleitoral; 56% acreditam que ele deixou o país para escapar da Justiça

Fuga de Flávio Bolsonaro é condenada por 62% dos brasileiros, aponta Quaest

Foto: Reprodução//Truth Social

Por: Metro1 no dia 08 de novembro de 2026 às 11:30

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial, foi reprovada por 62% dos brasileiros que tiveram conhecimento do episódio, segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). Outros 29% consideram que o senador tomou a decisão correta, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento mostra ainda que 89% dos entrevistados estavam informados sobre a saída do candidato derrotado do país.

A maioria também rejeita a justificativa de perseguição política defendida por aliados do senador. Para 56% dos entrevistados, Flávio deixou o Brasil com o objetivo de fugir da Justiça, enquanto 35% acreditam que ele buscou proteção contra uma suposta perseguição. A interpretação varia conforme a identificação política: entre os lulistas, 82% veem uma tentativa de escapar da Justiça, percentual que chega a 91% na esquerda não lulista. Entre os bolsonaristas, 93% acreditam que a viagem foi motivada pelo receio de perseguição política.

A pesquisa revela uma divisão particularmente significativa entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas. Nesse segmento, 45% consideram errada a saída de Flávio, enquanto 46% aprovam sua decisão, configurando empate dentro da margem de erro. Entre os independentes, a reprovação alcança 63%. Já entre os bolsonaristas, 90% consideram correta a atitude do senador e apenas 5% a condenam. Os números indicam que a fuga encontra resistência fora do núcleo mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias após perder o segundo turno para Lula. Segundo a Polícia Federal, o senador atravessou a fronteira com a Argentina sem passar por um posto brasileiro de controle migratório e embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, acompanhado da mulher e das duas filhas. A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o território nacional. A PF investiga as circunstâncias da viagem.

O senador é investigado em inquéritos que tramitam no STF, incluindo suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio e os demais investigados negam irregularidades. A pesquisa também mostra que 60% dos brasileiros avaliam negativamente a postura do senador após a derrota eleitoral, enquanto apenas 25% consideram que ele agiu bem. Outros 59% desaprovam sua decisão de questionar o resultado das urnas.

O levantamento expõe o desgaste político provocado pela saída do país. Embora Flávio preserve o apoio da maioria dos bolsonaristas, sua decisão encontra reprovação entre independentes e divide a direita não bolsonarista. Para um político que disputou a Presidência com quase metade dos votos válidos, os números indicam que a derrota nas urnas pode ter sido seguida de um segundo revés: a perda de apoio à sua conduta após a eleição.