Política

Autorizado inquérito para investigar Dilma, Lula, Cardozo e Mercadante

O objetivo do inquérito é apurar a suspeita de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Agora, com a instauração do inquérito, será iniciada a coleta de provas e, depois dessa fase, Janot terá que decidir se denuncia os quatro ou se pede arquivamento da apuração. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Midiamax

Por Camila Tíssia no dia 17 de Agosto de 2016 ⋅ 06:52

A abertura de um inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi determinada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. O objetivo do inquérito é apurar a suspeita de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Serão investigados também dois ex-ministros de Dilma – Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, além do senador cassado Delcídio do Amaral e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot formulou o pedido, no começo de maio. Teori tinha enviado o pedido para reanálise do procurador depois que o ministro anulou em outro processo conversas telefônicas entre Lula e Dilma que sustentavam parte da argumentação da Procuradoria, segundo publicação do G1. Janot enviou a resposta em julho, durante o recesso do Judiciário, mantendo o pedido de investigação. Agora, o ministro mandou instaurar o inquérito.

Agora, com a instauração do inquérito, será iniciada a coleta de provas e, depois dessa fase, Janot terá que decidir se denuncia os quatro ou se pede arquivamento da apuração. 

Para a assessoria de imprensa de Dilma, a abertura do inquérito é importante para esclarecer os fatos e provar que não houve obstrução de Justiça. "A verdade irá prevalecer", afirmou o comunicado. A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se posiciounou. "Ele não foi notificado sobre o inquérito, que tramita sob segredo de Justiça. Repudiamos o vazamento ilegal e direcionado".

Uma nota divulgada pela assessoria de Aloizio Mercadante, diz que a decisão será uma oportunidade para o ex-ministro "demonstrar que sua atitude foi de solidariedade e que não houve qualquer tentativa de obstrução da justiça ou de impedimento da delação do então senador Delcidio do Amaral". Já o advogado de Delcídio do Amaral, Antônio Figueiredo Basto, falou que a defesa não vai se manifestar sobre a abertura do inquérito.

 

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