Política

Barrado no TRE? João Henrique pode ter candidatura a vereador indeferida

Com o bloco na rua e já em plena campanha eleitoral, o ex-prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PP) ainda aguarda a liberação de sua candidatura a vereador da capital baiana pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 08 de Setembro de 2016 ⋅ 10:33

Com o bloco na rua e já em plena campanha eleitoral, o ex-prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PP) ainda aguarda a liberação de sua candidatura a vereador da capital baiana pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). JH, que já gravou participação na propaganda eleitoral gratuita de Rádio e Televisão é considerado uma das grandes apostas do PP para as eleições de outubro, mas parece continuar com temperamento agressivo. 

Prova do descontrole do ex-gestor foi dada na convenção do ex-colega de prefeitura Cláudio Silva, quando tentou atrair os holofotes ao fim do evento, mas não conseguiu mais do que uma plateia de cerca de 15 pessoas. Aos berros, João Henrique ressaltou sua desastrosa gestão na Prefeitura e se amparou na criação de postos de saúde na cidade. "Foi o prefeito que mais construiu postos de Saúde em Salvador", bradou um de seus cabos eleitorais. Segundo o Tenebroso, os jornais não publicam isso porque querem "jumentalizar" a cabeça da população.

Contatada pelo Metro1, na manhã desta quinta-feira (8), a assessoria do TRE afirmou que até então a candidatura de João Henrique aguarda julgamento para ser liberada. Caso o ex-prefeito seja barrado pela Justiça Eleitoral, corre o risco de dar com os burros n'água, perder o dinheiro investido e protagonizar mais um papelão. 

João Henrique foi considerado ficha-suja pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Em uma lista entregue no dia 27 de julho pelo presidente do TCM, Francisco de Souza Andrade Netto, ao TRE, o ex-prefeito figura entre os candidatos que podem se tornar inelegíveis perante a Corte Eleitoral “por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”. 

O TCM afirma que JH deve devolver aos cofres da capital baiana R$ 1.421.713,40 por irregularidades cometidas à frente da prefeitura. O ex-prefeito teve todas as contas do segundo mandato, de 2009 e 2012, rejeitadas pelo TCM. 

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