Política

Suplente assume vaga na Câmara Federal após oito meses preso por bater na noiva

Osmar Bertoldi (DEM), suplente de deputado federal, assumiu, nesta terça-feira (1), a vaga deixada pelo ministro da saúde, Ricardo Barros (PP), na Câmara dos Deputados. A posse aconteceu menos de uma semana após Bertoldi deixar a cadeia. Ele foi preso em fevereiro deste ano, acusado de agredir a ex-noiva. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Paraná Portal

Por Yasmin Garrido no dia 01 de Novembro de 2016 ⋅ 18:32

Osmar Bertoldi (DEM), suplente de deputado federal, assumiu, nesta terça-feira (1), a vaga deixada pelo ministro da saúde, Ricardo Barros (PP), na Câmara dos Deputados. A posse aconteceu menos de uma semana após Bertoldi deixar a cadeia. Ele foi preso em fevereiro deste ano, acusado de agredir a ex-noiva. 

Na coligação eleita em 2014, o atual deputado federal era o primeiro suplente de Barros. Com a nomeação deste para o Ministério da Saúde, e a prisão de Bertoldi, quem assumiu o cargo na Câmara foi o segundo suplente, Reinhold Stephanes (PSD-PR), que, mais tarde, assumiu o cargo no secretariado de Beto Richa, governador do Paraná. Assim, assumiu o terceiro suplente, Nelson Padovani (PSDB-PR).

Após a nomeação, Bertoldi passará a ter prerrogativa de foro, podendo ser julgado, em caso de eventuais crimes, apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o advogado do deputado, ele foi inocentado de todas as acusações sofridas em fevereiro deste ano. 

Entenda o caso

Em 24 de fevereiro, no centro de Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, Osmar Bertoldi foi preso sob a acusação de agredir a sua ex-noiva. A Polícia Militar (PM) informou que ele estava foragido desde 1o de dezembro de 2015 e que, contra ele, tinham, ao menos, cinco acusações de crimes contra a vítima, sua namorada à época.

A vítima fez inúmeras denúncias acusando o deputado e mais três de seus funcionários dos crimes de lesão corporal, artigo 129 do Código Penal, e cárcere privado, artigo 148 do mesmo dispositivo. De acordo com a polícia, ele teria oferecido uma quantia milionária em dinheiro para que a ex-namorada não o denunciasse.

As absolvições, que resultaram na soltura do deputado, de acordo com a juíza Taís de Paula Scheer, ocorreram por falta de prova e ausência de dolo (quando há desconhecimento dos delitos praticados).

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