
Política
Michel Temer diz não se incomodar com impopularidade
Nesta quinta-feira (10), durante uma reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto, o presidente da República, Michel Temer, afirmou que não se "incomoda" em se tornar um presidente "impopular". Desde que assumiu a presidência, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Temer tem sido alvo de protestos pelo país. [Leia mais...]

Foto: Beto Barata/PR
Nesta quinta-feira (10), durante uma reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto, o presidente da República, Michel Temer, afirmou que não se "incomoda" em se tornar um presidente "impopular". Desde que assumiu a presidência, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Temer tem sido alvo de protestos pelo país.
Recentemente, após a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituiçõa (PEC) 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, incluindo investimentos em saúde e educação, as manifestaçãoes têm se intensificado. "No instante em que nós fazemos um grande ajustamento fiscal, com a grande fórmula de readequação, por exemplo, da Previdência Social, estamos pensando no Brasil do futuro", justificou o presidente nesta quinta.
Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope), encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada no mês passado, 14% dos entrevistados consideram o governo Temer "ótimo/bom"; enquanto 34%, "regular"; e 39%, "ruim/péssimo" 12% não souberam ou não responderam.
"De vez em quando me dizem: 'Mas Temer, você vai ficar muito impopular'. Eu não me incomodo. Se eu ficar impopular, mas, daqui a dois anos, as pessoas perceberem que o Brasil entrou nos trilhos, eu me dou absolutamente por satisfeito", disse Temer durante a reunião.
Durante a reunião, o presidente defendeu ainda que haja "consciência" na sociedade de que o regime fiscal "está sendo adequadamente planejado" para os próximos anos, com o objetivo de o Brasil se tornar um país "maior". Temer afirmou também que, segundo projeções internas, se os gastos públicos continuassem crescendo, em 2024 o Brasil seria um Estado "falido".
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