Política

Wagner atribui denúncias a “vontade louca de interditar Lula em 2018”

Ex-governador da Bahia e ex-ministro do governo Dilma e Lula, Jaques Wagner conversou com Mário Kertész nesta segunda-feira (17) sobre as últimas denúncias feitas por empresários ligados a construtora Odebrecht [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 17 de Abril de 2017 ⋅ 12:46

Ex-governador da Bahia e ex-ministro do governo Dilma e Lula, Jaques Wagner conversou com Mário Kertész nesta segunda-feira (17) sobre as últimas denúncias feitas por empresários ligados a construtora Odebrecht. Citado em algumas delações, Wagner se disse tranquilo e atribuiu a espetacularização das denúncias – que ainda estão em processo de investigação – a uma “vontade louca de interditar Lula em 2018”.

Atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Wagner negou ainda que tenha beneficiado a construtora durante sua gestão como governador ou ministro.

“Quero que a Odebrecht aponte a obra faturada no governo Jaques Wagner? O metrô eles [Odebrecht] caíram fora... Minha relação com a Odebrecht sempre foi transparente, me ajudaram na campanha. Quando eu assumi o governo em 2007, eu fui numa reunião e estava claro que o polo estava caducando. Nunca houve conversa sobre ajuda de campanhas e eles acharam que foram beneficiados em 2010 me ajudaram, problema deles. A acusação que eles fazem é uma sentença judicial. Uma obra da época de Nilo Coelho, não pagaram, eles entraram na justiça, ganharam em todas as instâncias, a divida do estado com a Odebrecht era de R$ 1 bi. Nós negociamos e pagamos. Eu estou muito tranquilo e tudo isso terá que ser provado. Vejo nesse processo uma vontade louca de interditar a candidatura de Lula em 2018. Tem benefício pessoal de Lula, Lula tem dinheiro no exterior? Ele ajudou as empresas brasileiras e qualquer presidente tem obrigação de fazer isso. As investigações tem que continuar”, disse.

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