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“Do ponto de vista simbólico, para o país soa mal”, diz Otto sobre liberdade de Dirceu

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“Do ponto de vista simbólico, para o país soa mal”, diz Otto sobre liberdade de Dirceu

Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu soltar na terça-feira (2) o ex-ministro José Dirceu, preso há quase dois anos na operação da Lava Jato. Em entrevista à Rádio Metrópole, o Senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou a liberdade de José Dirceu. [Leia mais...]

“Do ponto de vista simbólico, para o país soa mal”, diz Otto sobre liberdade de Dirceu

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Milene Rios e Matheus Morais no dia 03 de maio de 2017 às 08:32

Atualizado: no dia 03 de maio de 2017 às 08:37

Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu soltar na terça-feira (2) o ex-ministro José Dirceu, preso há quase dois anos na operação da Lava Jato. Em entrevista à Rádio Metrópole, o Senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou a liberdade de José Dirceu.

“Acho lamentável este estado de desentendimento entre o Ministério Público do Paraná e o Superior Tribunal Federal (STF). A denúncia contra o Zé Dirceu ficou para o mesmo dia do julgamento do Dirceu para intimidar o STF. Houve um desconhecimento da lei, ele vai ser julgado agora na segunda instância, porque ele não tem foro privilegiado. Espero que a Câmara [dos deputados] acabe logo com o foro privilegiado. Porque na Câmara costuma-se ter arquivamento dessas matérias na gaveta. Foi uma decisão apertada e o presidente decidiu com voto de minerva. Não vou entrar no mérito da lei. Do ponto de vista simbólico para o país soa mal”, opinou Otto.

Na ocasião, o senador falou sobre o cenário atual da política no país. Ele classificou como o momento mais inseguro que já presenciou durante sua carreira política. “Digo com toda consciência de quem vive o dia da dia no Congresso, a política está levando o brasil para uma processo irreversível, quando se trata de desemprego. Se eu tivesse que fazer alguma coisa para os líderes do Brasil, daria de presente a biografia de Nelson Mandela. Aqui há uma desentendimento completo. O Rio apodreceu completamente, quem manda lá no Rio de Janeiro é a bandidagem. Nós estamos vivendo um momento crítico, eu nunca passei um momento de tanta insegurança e sombrio para o futuro do meu país.”, lamentou o senador.