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Caso Geddel: PF esperava encontrar apenas documentos em apartamento: “Ficamos surpresos”

Após serem encontrados R$ 51 milhões em um apartamento na Graça, em Salvador, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o superintendente regional da Polícia Federal (PF) na Bahia, Daniel Justo Madruga, disse em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (6), que a informação inicial era de que havia apenas documentos escondidos no apartamento, e afirmou que os policiais ficaram surpresos ao encontrar malas e caixas cheias de dinheiro no local.[Leia mais...]

[Caso Geddel: PF esperava encontrar apenas documentos em apartamento: “Ficamos surpresos”]
Foto : Divulgação

Por Paloma Morais no dia 06 de Setembro de 2017 ⋅ 14:54

Após serem encontrados R$ 51 milhões em um apartamento na Graça, em Salvador, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o superintendente regional da Polícia Federal (PF) na Bahia, Daniel Justo Madruga, disse em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (6), que a informação inicial era de que havia apenas documentos escondidos no apartamento, e afirmou que os policiais ficaram surpresos ao encontrar malas e caixas cheias de dinheiro no local.

"Já existe uma investigação em andamento em Brasília. Foi a operação Cui Bono, que segue, e nós acabamos recebendo a informação de que havia um apartamento que poderia conter documentos. Foi um pedido, um mandado de busca em Brasília e nós demos cumprimento ontem aqui pela manhã. Os policiais, quando entraram no apartamento, ficaram surpresos porque esperavam encontrar documentos e se depararam com caixas e malas com dinheiro", disse. Segundo o superintendente, a informação é a de que o apartamento, que seria do empresário Silvio Silveira, era utilizado por Geddel para guardar pertences de seu pai.

Ainda segundo o superintendente, ter tanto dinheiro por si só não representa crime. De acordo com Madruga, a investigação que está em curso em Brasília vai apurar se a origem do valor encontrado é ou não ilícita. O dinheiro contabilizado foi depositado na Caixa Econômica Federal em uma conta vinculada à Justiça. Ele contou ainda que, como o valor era muito alto, a PF teve o apoio de uma empresa transportadora de valores, que utilizou oito máquinas para contar as cédulas. A operação durou cerca de 12 horas e contou com 11 funcionários.

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