Política

Temer rebate acusações e diz que "bandidos constroem versões" para ficar impunes

O presidente Michel Temer (PMDB) se manifestou sobre a conclusão de um inquérito da Polícia Federal (PF), onde aparece como chefe de uma organização criminosa. Na última segunda-feira (11), a PF disse ter encontrado indícios de que o presidente chefiava o "quadrilhão". [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 12 de Setembro de 2017 ⋅ 11:48

O presidente Michel Temer (PMDB) se manifestou sobre a conclusão de um inquérito da Polícia Federal (PF), onde aparece como chefe de uma organização criminosa. Na última segunda-feira (11), a PF disse ter encontrado indícios de que o presidente chefiava o "quadrilhão". Uma nota que rebate as acusações foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, na manhã desta terça-feira (12).

O texto diz que “facínoras roubam do país a verdade” e que “bandidos constroem versões” para ter crimes perdoados.

Leia na íntegra:

O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

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