Política

Após críticas, Temer admite que deve rever portaria do trabalho escravo

Após muitas críticas e reprimendas, o presidente Michel Temer admitiu que deverá fazer ajustes na portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, acatando as sugestões feitas pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. [Leia mais...]

[Após críticas, Temer admite que deve rever portaria do trabalho escravo]
Foto : Beto Barata/PR

Por Laura Lorenzo no dia 20 de Outubro de 2017 ⋅ 13:07

Após muitas críticas e reprimendas, o presidente Michel Temer admitiu que deverá fazer ajustes na portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, acatando as sugestões feitas pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. Durante entrevista ao site Poder 360, o peemedebista citou como uma das possíveis alterações estabelecer uma delegacia na Polícia Federal de combate a crimes do trabalho escravo.

Temer recebeu na última quinta-feira (19) o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e concordou em fazer algumas alterações à portaria. De acordo com interlocutores do presidente, contudo, Temer avisou que as alterações só serão feitas após a votação, na Câmara dos Deputados, da segunda denúncia contra ele por obstrução de Justiça e formação de quadrilha.

No encontro com Temer, Nogueira defendeu a portaria e relatou a conversa que teve durante a semana com Dodge, que fez duras críticas à medida. A PGR classificou a portaria como um ʹretrocesso à garantia constitucional de proteção à dignidade da pessoa humanaʹ e pediu oficialmente dez dias para que o governo se pronuncie e revogue a medida. O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho também recomendaram que o governo Temer revogue a portaria federal, que alterou as regras para que seja realizada a fiscalização do trabalho escravo.

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